O Amor de Cristo nos Constrange

“Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram”.  II Coríntios 5:14.

A algum tempo atrás, uma informação técnica do wordpress me apareceu interessante.  Uma pessoa digitou em algum serviço de busca a pergunta “o que significa que o amor de Cristo nos constrange”, chegando assim ao blog de Marcelo Fernandes.  Infelizmente, essa pessoa não encontrou a resposta nesse blog, porém, ainda que tardiamente, o Marcelo Fernandes resolveu responder:

– Essa oração está II Coríntios 5:14-15 “Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos, logo, todos morreram.  E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou”.  O Blog recebeu esse título no ano passado, em um período muito especial em minha vida espiritual, ano que investi em meu relacionamento com Deus.  E essa frase é a que melhor expressa minha visão do amor de Cristo desde então: constrangimento. O amor de Jesus é tamanho que deixa o homem constrangido.  É só parar e pensar no ato Dele, em tudo o que Ele passou por nós, e nos perguntamos: nós merecíamos esse sacrifício?  Não! Nós nunca fomos merecedores do amor do nosso Salvador.  E, mesmo depois disso, não há nada que façamos que nos atribua qualquer valor com o qual possamos recompensa-lo.  Mesmo que vivamos para a Sua obra, não temos como pagar a Deus pela cruz.  Essa é a máxima expressão de amor que já existiu e existirá, sem sombra de dúvida.  Por isso é constrangedor.  E, não é uma salvação imposta, Deus não impõe que o aceitemos, Ele nos deixa escolher.  Por isso ninguém pode reclamar: Pô, Jesus maior vacilão, morreu em meu lugar, eu queria mesmo é ir pro inferno”.  Ainda assim Ele nos ama.  Seu amor é incomensurável, incondicional e impagável.  Por isso é constrangedor.  Paz.

Contudo, o Apóstolo Paulo ao falar acerca do amor de Cristo não encontra outra expressão mais adequada para descartar sua intensidade, do que dizer que esse amor nos constrange.  Em primeiro lugar, o amor de Cristo nos constrange pela sua eternidade.  Cristo nos amou antes da fundação do mundo.  Ele se dispôs a morrer por nós, antes mesmo que o universo fosse criado.  Em segundo lugar, o amor de Cristo nos constrange por sua intensidade.  Cristo amou sua igreja e a si mesmo se entregou por ela.  Cristo, como o bom pastor, amou suas ovelhas e morreu por elas.  Sendo nosso amigo, amou-nos com singularidade incomparável, porque morreu por nós.  Em terceiro lugar, o amor de Cristo nos constrange porque suportou a cruz pela alegria que lhe estava proposta de conquistar-nos com o seu amor.  Ele foi preso, cuspido e esbordoado por amor a nós.  Sua fonte foi rasgada com uma dolorosa coroa de espinhos e ele carregou o maldito lenho debaixo das vaias de uma multidão ensandecida que gritava sem parar: “crucifica-o, crucifica-o”.

Cristo bebeu sozinho o cálice amargo da ira de Deus para nos dar a água da vida.  Ele foi ferido para sermos curados.  Ele morreu para recebermos a vida eterna.  Oh! maravilhoso amor, eterno amor é o amor Cristo, o amor que nos constrange, o amor que nos transforma.

Fonte: Blog de Marcelo Fernandes e Devocionário Cada Dia de Hernandes Dias Lopes.